PROCISSÃO DE YEMANJÁ
Considerada pelos seguidores das religiões afro-brasileiras como sendo a Mãe de todos os santos, Iemanjá, a rainha do mar, protetora dos pescadores e marinheiros, será saudada neste domingo (dia 5), com uma grande procissão marítima, a partir das 14 horas, com concentração na Rua Ministro Daniel de Carvalho, esquina com a Avenida Almte. Saldanha da Gama, na Ponta da Praia.
A festa em comemoração a Iemanjá é celebrada na Cidade há cinco anos consecutivos para preservar uma das maiores tradições da cultura afro-brasileira. Este ano a realizadora da festa será a casa de candomblé Ilé Ofá Omim Ojó, coordenada pela yalorixá (mãe de santo) Toloque. O evento tem apoio da Prefeitura de Santos, por meio das Secretarias de Cultura (Secult) e Turismo (Setur).
Segundo Toloque, "é na procissão de Iemanjá que aproveitamos para fazer pedidos". Por isso, as pessoas que acreditam em Iemanjá poderão trazer presentes como flores, colônias, espelhos ou pente para serem colocados em balaios junto com os pedidos que serão depositados no mar. Conta a lenda que se os presentes afundarem no mar é porque Iemanjá aceitou, e o pedido será atendido.
Iemanjá será louvada com um xirê (mini-candomblé) na rua onde será a concentração. Enquanto isso, os fiéis poderão depositar os presentes e pedidos no balaio. De lá sairá o cortejo que irá até a Ponte Edgar Perdigão de onde partirá a procissão marítima.
Novidade
Este ano a festa de Iemanjá terá uma novidade. Pela primeira vez será celebrada a união do Candomblé e da Umbanda. O templo de umbanda Cabloco Lua da Mata Virgem irá trazer uma Iemanjá de 1,20 m. A festa contará também com as participações do SUPERIOR ÓRGÃO DE UMBANDA DO ESTADO DE SÃO PAULO, Associação Umbandista e Espiritualista do Estado de São Paulo, Federação Luz e Verdade, Associação Umbandista e Espiritualista Municipal Baixada Santista, Ordem das Entidades Afro-Brasileiras, União de Tendas de Umbanda e Candomblé do Brasil e Santuário Nacional de Iemanjá.
Outra novidade será o lançamento do livro Na Fé de Vivaldo de Logunedé, escrito pela jornalista Cláudia Alexandre, que conta à trajetória do babalorixá Vivaldo Pires de Carvalho, o Pai Vivaldo de Logunedé, idealizador da volta da festa de Iemanjá na Cidade. No livro a autora vai além da figura mística de Vivaldo (falecido em março de 2005) e adentra no contexto histórico que coloca nossa região, e a cidade de Santos, em particular, como o berço do candomblé no Estado de São Paulo.
Fonte: Secretaria de Cultura de Santos (Secult) Publicado em: 2006-02-23 por RayCasales, última modificação em: 2006-02-23 por RayCasales(3184 vizualização(ões)) Histórico
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