A DELEGACIA QUE FALTAVA
O dia 22 de março de 2006 vai entrar para a história da gloriosa Polícia Civil e, principalmente, para a Umbanda e as demais religiões, pois foi nesta data que se instituiu a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (DECRADI). A cerimônia de sua criação ocorreu durante os festejos pela passagem do 20º aniversário do departamento do DHPP-SP, sendo a DECRADI uma de suas divisões e está ligada a área de proteção à pessoa.
Para dirigir essa delegacia, pioneira, foi designada a Dra. Margarette Barreto, que contará com uma equipe que, além dela, terá três escrivães e nove investigadores operacionais e de inteligência e vai funcionar no 3º andar do Palácio da Polícia Civil, na rua Brigadeiro Tobias.
Na referida cerimônia estiveram presentes a alta cúpula da Polícia Civil e inúmeros líderes religiosos, que representavam entidades como o SOUESP, COMPAZ, INTECAB, CEERET, etc.
A criação dessa Delegacia foi fruto do trabalho incansável dessas entidades, sendo necessário destacar a presença constante do Dr. Basílio, Diretor Jurídico do SOUESP, que esteve presente em inúmeras reuniões, bem como a da Dra. Margarette Barreto, onde discutiam as condições em que funcionaria o novo departamento policial.
A escolha dessa Delegada, originária do DHPP não foi aleatória, uma vez que o assunto e a competência de sua nova delegacia lhe são conhecidos e garantem a necessária bagagem para garantir o sucesso que a espera.
Uma Delegacia especializada em crimes raciais e de intolerância religiosa, vem ocupar um lugar especial na seara policial, uma vez que, inúmeras vezes, as religiões minoritárias foram vítimas desse tipo de delito e estavam sujeitas a enfrentar a burocracia das delegacias comuns, as quais nem sempre estão em sintonia com essa questão.
É com confiança que colocamos a segurança e a integridade religiosas nas mãos de autoridades competentes e motivadas a desempenhar um trabalho sem paralelo no Brasil, posto que a DECRADI é a primeira Delegacia deste tipo, em território nacional, portanto muito natural que o trabalho ali desenvolvido seja objeto da atenção geral, um vez que estará em evidencia por muito tempo.
Temos confiança que, de agora em diante, não só a Umbanda, mas todas as formas de expressão religiosa terão o respeito que merecem, o tratamento adequado e a garantia de que enquanto vítimas estarão, hoje não mais amanhã, mas hoje sendo consideradas como entidades detentoras não só de deveres, mas agora e, sobretudo também de direitos.
Dr. António Basílio Filho
Vice-Presidente do Superior Órgão de Umbanda do Estado de São Paulo (SOUESP)
Presidente do Conselho Nacional dos Umbandistas do Brasil (CONUB)
Diretor Jurídico da União de Tendas e Candomblé do Brasil
Diretor Jurídico da Associação Paulista de Umbanda
Diretor Jurídico da Liga das Mulheres Umbandista do Brasil (LIMUB) e
Vice-Presidente da União Municipal dos Umbandistas de Guarulhos (UMUG)
Fonte: Orixás, Candomblé e Umbanda – Ano I – Nº 03 Publicado em: 2007-05-01 por NeyBarbosa, última modificação em: 2007-05-01 por NeyBarbosa(813 vizualização(ões)) Histórico
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