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Encontro A Voz das Religiões Afro

Os novos Desafios marcou o último dia do Direito de Resposta contra a TV Record

Evento recebeu sacerdotes e sacerdotisas das religiões afro-brasileiras e contou com a presença dos advogados, Dr. Hédio Silva Júnior e Antonio Basílio que conduziram a ação que sentenciou a emissora do Bispo Edir Macedo por ataques e ofensas contra a Umbanda e o Candomblé.

A noite de terça-feira, dia 24 de setembro, não foi só de celebração, mas um ato político. Com esse sentimento mais de 100 representantes de terreiros de Candomblé e Umbanda do Estado de São Paulo e convidados de organizações sociais e da imprensa chegaram à sede do Cecure (Centro de Estudos, Pesquisas Aplicadas e Terapias de Cura Espiritual) localizado na Zona Oeste da Capital. A entidade sediou o Encontro a Voz das Religiões Afro: os novos desafios, promovido em parceria com o IJAXÉ, IDAFRO e Iwé Imó. O evento também marcou o último dia da exibição dos programas de Direito de Resposta que foram ao ar, desde 1 de abril, pela Record News, contra os ataques e ofensas em conteúdos veiculados pela emissora do Bispo Edir Macedo. O Encontro com a cobertura da TV Cidade (Taubaté), Portal Alma Preta e Portal Áfricas.

Foram 16 anos de luta judicial até o acordo que resultou na produção do programa A Voz das Religiões Afro, que foi exibido em 4 episódios temáticos (Justiça, Brasil, Comportamento e Cultura), todas as terças-feiras, às 2h30, pela Record News. Apesar do horário houve uma significativa mobilização da comunidade afro-religiosa para compartilhamento dos programas por meio das redes sociais. Cada um dos programas teve três reprises. A Direção Geral foi de Hédio Silva Júnior, advogado que conduziu a ação, ao lado do Dr. Jader Nicolau Junior e Dr. Antônio Basílio Filho. A apresentação dos programas foi da jornalista Claudia Alexandre, colaboradora do Portal Áfricas, com reportagens de Paulo Mansur; Direção de Rafael Baubeta; Roteiro e Redação de Luis Roberto Silva e Produção Geral de Vanessa Francisco.

Os convidados ouviram do grupo coordenador do Encontro uma avaliação do impacto que os programas causaram não apenas na comunidade afro-religiosa, mas também na sociedade em geral, principalmente no momento em que práticas de racismo religioso de violência têm sido registrados em todo país, em especial no Rio de Janeiro, onde terreiros de Umbanda e Candomblé são invadidos e depredados, seja por seguidores neopentecostais, seja pela ação de criminosos. A ideia geral é o fortalecimento das religiões afro-brasileiras a partir de maior participação nas redes sociais, com compartilhamento de informações positivas e de conscientização sobre a importância da luta conta o racismo religioso.

“Essa vitória do Direito de Resposta contra a Record não foi dos advogados foi de vocês, do povo do axé e o caminho é sem volta. Toda vez que algo ou alguém atacar nossas religiões haverá resposta a altura. O que nos fará vencer é a união é a mobilização”, disse Dr. Hédio. O advogado confirmou que já estão avançando os trabalhos para retirar de circulação o livro Orixás, Caboclos e Guias: Deuses ou Demônios escrito por Edir Macedo. O livro, de acordo com o advogado, reproduz o mesmo discurso intolerante e ofensivo, que foram condenados pela justiça; e originaram o direito de resposta contra o Grupo Record TV.

Entre os próximos desafios, além da ocupação cada vez maior das redes sociais com conteúdos positivos sobre o tema, estão previstas mobilizações pontuais em direção à construção de canais próprios de comunicação. O presidente do Cecure e do Templo de Umbanda Liberdade Tupinambá, Luiz Alexandre Jr e a dirigente e jornalista Claudia Alexandre foram os anfitriões do evento. Os pronunciamentos foram feitos pelo Dr. Hédio Silva Jr, Dr. Antonio Basílio, Roger Cipó (Olhar de um Cipó), Babá Gill Sampaio Ominiró e Iya Luciana Bispo de Oyá, coordenadora do IJAXÉ.

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Por: Claudia Alexandre
Fonte: Agência Áfricas de Notícias

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